A evolução histórica do município

O atual município de Alvorada, antigo Passo do Feijó, (3º distrito) pertenceu ao município de Viamão até o ano de 1965, quando da sua emancipação.

Entre as primeiras sesmarias concedidas do Sul, estão as de Cristóvão Pereira de Abreu, concedida em 23 de junho de 1775. Mais tarde esta mesma sesmaria foi entregue a João Batista Feijó, em 05 de maio de 1776, conforme dados do IBGE. Seria este o marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada.

O povoamento se dá pelas famílias vindas de Laguna, que se estabeleceram em Viamão. Com o passar do tempo, após o conhecimento da região, começaram também a ocupar áreas vizinhas.

Nas propriedades existiam tambos de leite. A grande maioria eram dedicadas a produção de leite e hortifrutigrangeiros, que não eram muito variados. Serviam ao comércio, a economia de subsistência e alimentação dos animais. Os principais produtos cultivados eram: melão, melancia, aipim, mandioca, batata-doce, e outros.

O meio utilizado como transporte das mercadorias eram as carretas. As carretas já circulavam pelo Estado no tempo dos Padres Jesuítas. Em 1737, o Brigadeiro José da Silva Paes, trouxe ferreiros, carpinteiros e madeira para fabricar carretas. Era o único veículo que poderia atravessar as campinas da fronteira do planalto.

Oriundos da beira da Lagoa dos Barros e de utras localidades, vinham carroções de quatro rodas puxados por parilhas de cavalos, que traziam melado, rapadura e carvão.

Com o aumento da população e a afluência de carreteiros na região, surgiram as primeiras casas de comércio. Eram armazéns estabelecidos ao longo da estrada. Constituíam-se de prédios de madeira com chão batido, ali vendia-se o fumo, a cachaça, o arroz e miudezas, transformando-se em ponto de parada obrigatória para os carreteiros. Dentre estas casas, as mais importantes eram: o armazénd do Sr. Anibal e os armazéns dos Srs. Lothario e Frederico Dihl.

As embarcações vinham de vários lugares pelo Rio Gravataí, muitas paravam no Passo das Canoas, devido a dificuldade de acesso por via fluvial a Porto Alegre e redondezas, surgindo então a necessidade de uma estrada que facilitasse um deslocamento mais eficaz.

Com a construção da estrada que liga Gravataí a Cachoeirinha e Porto Alegre, o Passo das Canos foi desativado.

O início da educação deu-se através da contratação de professores, que as famílias de maior poder aquisitivo efetuavam. Eram contratados professores de Gravataí e Porto Alegre. A professora vinha dar aula para os fihos dos proprietários das fazendas. Ela fixava residência na fazenda que a contratava. Alguns desses proprietários proporcionavam o ensino não só aos seus filhos, mas também às crianças das redondezas.

Com a preferência ao ensino público oficial, em 1886, na Vila de Viamão haviam seis aulas públicas. Uma delas localizada no Passo da Figueira.

Mais tarde, aproximadamente entre 1908 e 1910, têm-se conhecimento da escola de Augusta Agripina dos Santos, natural de Porto Alegre e professora estadual. Esta escola era aberta a comunidade, servindo a alunos de várias localidades, tais como Passo da Figueira, Passo do Feijó e adjacêncicas. Em 1911, esta escola antedia a trinta e seis alunos, e localizava-se próxima a uma figueira na atual Av. Frederico Dihl.

Os loteamentos iniciaram por volta de 1940, tendo como uma de suas principais causas, o crescimento populacional das cidades vizinhas. Um dos primeiros loteamentos feitos no Passo do Feijó, foi o da Vila Passo do Feijó. O loteamento foi aberto por um russo que dividiu as terras em pequenos terrenos. Surgiam os loteamentos da Vila São Pedro e sucessivamente outros.

Com 72,9 Km2, e área urbana legal de 52 Km2 o município é pequeno, um dos menores do Estado. Tem no entanto, todos os problemas de uma cidade grande e uma população crescente e carente de atenção em suas necessidades básicas.

O NÚCLEO INICIAL E PARCELAMENTO POR DÉCADA

Ao final da década de 30, permanecia a área do Terceiro Distrito de Viamão com basicamente a atividade rural, muito embora as grandes fazendas já tivessem sofrido partilhas em razão de heranças. Haviam também algumas casas comerciais de abastecimento de gêneros alimentícios.

No início dos anos 40, mais precisamente em 1942, surgia o primeiro loteamento chamado de Passo do Feijó, inicialmente povoado junto à divisa com Porto Alegre, nas proximidades de um armazém. Posteriormente a localização preferencial se deu no trecho hoje compreendido pelas ruas Noruega e Caetano Dihl. O loteamento em questão foi projetado e demarcado com técnicas rudimentares, gerando problemas de divisas que perduram até hoje. As escrituras apresentavam a figura do |mais ou menos onze metros de frente" e algumas ruas tinham larguras variáveis, entre 12m e 16m.

Ainda nos anos 40, Viamão aprovou os loteamentos Vila São Pedro, Chácara do Tordilho e Aparecida. Estes com características rurais, com lotes de grandes dimensões e população rarefeita.

Nos anos 50, proliferaram os loteamentos tipo "urbano", sem nenhuma infra-estrutura, com lotes médios de 360m2. Neste período foram liberados mais de 30 vilas com estas características. As que ganharam importância face ao crescimento populacional, foram as Vilas Bela Vista, reforçando o então |centro| que localizava-se na confluência das ruas Jovelino de Souza, Noruega e Av. Pres. Getúlio Vargas. Outros núcleos ganharam importância, as Vilas Americana e Agriter, as Vilas Maringá, Icaraí e Figueira, junto ao fim da linha dos ônibus, que já operavam linhas regulares com Porto Alegre. No Passo da Figueira as Vilas Jardim Salomé e Pirtainí tinham rápido crescimento populacional.

Ao final da década de 50, o Terceiro Distrito de Viamão já possuía cerca de 40 Vilas. Até a emancipação ocorrida em 1965, o Passo do Feijó e o Passo da Figueira totalizavam 47 loteamentos.

Neste período, de 60 a 70, consolidaram-se algumas áreas preferenciais, onde os vazios urbanos foram sendo preenchidos. O crescimento do comércio e dos serviços se deu naturalmente ao longo da Av. Pres. Getúlio Vargas, notadamente naqueles pequenos centros instalados na década de 50. A instalação de prédios públicos, Prefeitura, Posto de Saúde, Brigada Militar, Correio, grandes escolas, se deu entre os núcleos já citados da Vila Passo do Feijó e aquele junto a empresa de ônibus. Esta ocupação se deu em decorrência de ação das Administrações Municipais, fato que determinou o preenchimento dos vazios entre estres dois centros, diminuindo a importância dos demais.

De 1970 a 1980, ocorreu o fenômeno de origem externa que veio a determinar grandes mudanças na estrutura do Município. O advento do Banco Nacional da Habitação (BNH), com grande volume de recursos para financiar habitações populares, interferiu no processo natural de crescimento da cidade. Grandes núcleos habitacionais foram projetados e alguns realizados. Estes novos loteamentos já dispunham de alguma infra-estrutura, embora esta de pouca durabilidade. A arrecadação municipal cresceu e também a população e o nível de exigência. Foram dados os primeiros passos na busca da industrialização e implantadas algumas obras de esgoto e pavimentação, na parte antiga da cidade, reforçando principalmente os núcleos da Vila Americana e Piratini.

Com o Município semi-desenhado, os anos 80 tem a enfrentar o fim da era BNH. Grandes conjuntos estão inacabados e a pressão por moradia é grande, sensibilizando as forças políticas. Da crise BNH ao fenômeno das ocupações a distância era damasiado curta. As empresas incorporadoras estavam falidas e o seu Patrimônio Imobiliário constituído com Recursos Públicos, estavam disponíveis.

O DIAGNÓSTICO SOCIAL E ECONÔMICO

O Município de Alvorada apresenta segundo estimativas da Fundação de Economia e Estatística um PIB (Produto Interno Bruto por habitante) que representa o total da produção da cidade (indústria, comércio e serviços) da ordem de US$ 392,00 (dados de 1994). Este valor revela uma situação extremamente preocupante, pois o baixo poder aquisitivo da população representa limites sérios aos desenvolvimento de um mercado consumidor interno, restringindo o comércio varejista e a qualidade de vida de um modo geral.

A explicação para o baixo nível de renda per capita (que sintetiza o grau de desenvolvimento sócio-econômico interno) deve ser buscada em fatores históricos que estão na origem e desenvolvimento do Município, alguns já descritos anteriormente. Pode-se resumir tais fatores como segue:

Na tentativa de impulsionar a industrialização autônoma do Município, foram criados o Distrito Industrial Municipal no ano de 1971 e o Distrito Industrial Estadual da CEDIC (atual SEDAI). A ocupação dos Distritos não está plenamente efetivada, dispondo ainda de lotes para implantação de indústrias. Em relação aos Distritos Industriais de Cachoeirinha e Gravataí, o valor do lote industrial em Alvorada é significativamente mais baixo, havendo isenção de tributos por 10 anos para indústria em que parte da mão-de-obra for contratada localmente.

A população economicamente ativa do Município é de aproximadamente 100.000 pessoas (60% da população total), das quais 30% trabalham no Município e o restante nos Municípios vizinhos, particularmente a capital do Estado. O perfil da atividade econômica está assim distribuído: Agricultura 1%, Indústria 38% e Serviços 61%.

OS DISTRITOS E PERÍMETROS

Em 1969, após a posse do primeiro Prefeito eleito, foi iniciada a conformação do Município, com o advento do Código Tributário, Código de Obras, Código de Posturas, estrutura administrativa e primeiras desapropriações para prédios públicos.

Neste contexto, foi editada a lei 34/69 que declarou como zona urbana do 1º Distrito a área loteável situada entre os arroios Feijó e Figueira Águas Belas, excetuada a margem inundável do Rio Gravataí. Com o 2º Distrito ficou somente as vilas Isabel, Sítio do Açude, São Lourenço e Estância Grande.

A lei 35/69 veio estabelecer a divisão político-administrativa nos mesmo moldes da lei 34/69. O 1º Distrito é a fração existente entre os Arroios Feijó e Figueira e o 2º Distrito, denominado Estância Grande, é a área a leste do arroio Figueira, delimitada pelo Município vizinho de Viamão e o Rio Gravataí.

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